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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Coexistiremos

Afinal, o que é ser alguém? Ser alguém é ser forte, poderoso, seguro, arrogante, rico, inteligente, belo, inigualável? Ser alguém é ser de carne, igual, quieto, complacente, comum, tolerante? Ser alguém é ter alguém, alguns, algumas, muitos, muitas, querer, almejar, desejar? O que define afinal a existência do alguém? Se ele existe, ou se identificam ele? Se ele aparece, ou se sabe por-se em seu lugar? Se tem isso, aquilo e aquilo outro? Se faz isso, aquilo e muito mais? Se não manda, obedece. Se manda, manda bem. Afinal a existência do alguém está diretamente vinculada a existência de alguns, ou a existência de si mesmo em sua integridade? Existe o alguém, o algum, o algo mais, o algo menos. Todos compartilham da mesma existência. Já que existir por si só não vale a pena. Existir está diretamente correlacionado com o fato da existência de outrem. Se o alguém existe só, ele deixa de existir. Quem saberá de sua existência? De seus feitos, e não feitos? Ditos, e não ditos? Não há escapatória. Existir depende de de coexistir. Se alguém me vê, eu também vejo alguém. Não dá pra viver uma vida solitária e egoísta desse jeito. Eu só existo, se você existir. E que cada um faça sua parte!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma hora a hora chega

Ultimamente tenho convivido com muita gente de bastante idade, daquelas que parece que esqueceram de morrer. O interessante pra mim, foi perceber que a grande maioria delas é feliz e tem esperança. Fiquei eu, na minha ignorância a me perguntar porque alguém no alto de seus 80 e tantos anos, 90 e tantos anos, ainda tem esperança. Esperança de quê? Acho que esperança deve ser um sentimento inerente ao ser humano, e realmente deve ser a última a morrer. O mais curioso é observar os que cercam estes anciãos. São filhos, filhas, netos, irmãos... e alguns não tem ninguém, vão sozinhos mesmo. A grande maioria de acompanhantes parecia estar ali com tanto amor e esperança como os vovozinhos. Daí cheguei a uma conclusão. No final da sua vida, tudo o que você construiu, é o que te cerca. Ou seja, se você não construiu nada, é o nada que estará te acompanhando ali no final. Não adianta se cercar de inúmeras conquistas materiais se não conquistar pessoas pra te acompanharem nesta jornada. Porque no fim, o que importa é quem vai estar olhando nos seus olhos e segurando sua mão no suspiro final.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Nada

Enquanto não fizermos nada, o nada acontecerá. Ultimamente tenho tido provas concretas de que enquanto não fizermos nada, nada será feito. Quando era adolescente, acreditava que podíamos mudar o mundo ("Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?...") participei de lideranças jovens, manifestações, greves... sempre tinha opinião e expunha ela sem pestanejar. Lutava por meus direitos e pelos de todos que achava que podia lutar. Não sei o que aconteceu, mas em algum lugar do passado eu perdi essa coragem. Perdi essa capacidade de acreditar que se fizermos nossa parte, de alguma forma conseguiremos mudar alguma coisa. Essa coragem que nos dá força para questionarmos e impormos nossa vontade, nossa existência, doa a quem pudesse doer. Hoje sou medíocre, aceito minha condição, sem achar saída nela. Não acredito que se eu reclamar, expuser minha opinião, que alguma coisa vá mudar. Que eu vá fazer a diferença, ou que alguém se importe com isso. Parece que conseguiram me mudar. O sistema, parece pra mim uma causa sem solução, inatingível. Hoje, vejo o meu país de que tanto me orgulho, tratar com descaso e indiferença todos aqueles que tentam fazer o certo, serem corretos e honestos. Vejo a educação, o principal pilar de uma sociedade, em nosso país ser totalmente ignorada, desprezada, humilhada. Um ser humano que não é educado, não sabe discernir sobre o que é melhor para si, ou para os que te cercam. Não sabe respeitar ao próximo e muito menos a si mesmo. Enquanto a educação do nosso país for artigo de luxo, nosso país será artigo de lixo. Eu, que um dia acreditei que poderia mudar o mundo, que dediquei a minha vida para ter uma educação decente e apreender o que pudesse aprender, hoje sou medíocre, e aceito sem falar nada, só chorando baixinho... que desvalorizem tudo aquilo o que eu mais valorizei a vida inteira. É... enquanto não fizermos nada, o nada acontecerá.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Se ocupando com preocupações

Ultimamente ando divagando muito sobre minhas preocupações. Sempre fui uma pessoa bem "pré-ocupada" com tudo e com todos. Acho que principalmente com todos mais do que com tudo. Percebi só agora, no alto dos meus 28 anos de idade, que isso me torna uma pessoa insuportável e controladora. Se preocupar com seus problemas o tempo todo, já é quase patognomônico de neurose, mas se além disso você se ocupa demais com os porquês e poréns de todos os que te cercam, isso te torna um "neuroticoinsuportável ser". Cada um tem direito e deveres sobre si mesmo, e quem sou eu para interferir ou achar o que é certo, errado, melhor ou pior para alguém?! Me descobri uma pessoa arrogante e presunçosa ao me perceber como ditadora de regras e de escolhas de todos aqueles que um dia venham a se aproximar de mim. Sempre achei que desta forma estaria ajudando... que queria o bem do outro ... mas na verdade acho que queria gastar minha preocupação excessiva, para ver se um dia ela teria fim. Ao fim de tudo, acho que divagar sobre este assunto me fez perceber o porquê da minha vocação. Escolher fazer Medicina, não é porque quero ajudar aos outros, e sim porque posso me manter sempre preocupada com tudo e todos. Pois para mim, o médico nada mais é do que um preocupado que age se ocupando com problemas alheios. Espero que ao me formar como médica gaste bastante esta preocupação excessiva para deixar de lado aqueles que me cercam e não são meus pacientes.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Doentes?

Ando meio doente... Doente do corpo, doente da alma, doente da mente, enfim doente de nem sei mais o quê. Creio eu que a doença é o mal deste mundo, e assim todos que vivemos nele, somos doentes intrínsecos. Por mais que o indivíduo se considere saudável, sempre tem um quê de doente nele em algum aspecto. Se observarmos bem de perto nada é totalmente saudável nesta vida. Sempre há um tipo de doença invadindo o ambiente, as pessoas, os relacionamentos, os momentos... Segundo o dicionário o Doente é aquele: Que tem a saúde alterada; enfermo. Que sofre que padece. Débil, fraco, de saúde frágil, sujeito a enfermidades, doentio. Hum... Realmente não conheço ninguém totalmente saudável. Estar neste mundo é pelo menos sofrer de alguma coisa, nem que seja sofrer da vida. Acho que daí surge toda esta inquietação que nos cerca, aflige. Estamos à procura da cura. Como nunca vi um indivíduo totalmente saudável, é difícil encontrar parâmetros para estabelecer o que seria isto. Em que se baseia a saúde? Será que só seremos saudáveis quando deixarmos de ser matéria? Se assim for, quão angustiante será essa jornada em busca da cura. Taí um exemplo de mais um tipo de doença comum entre nós terrenos, a angústia. Sofro de diversos males, assim como meus amigos humanos. Busco incessantemente a cura da vida. Estranho... Falando assim parece que a cura seria o fim dela. Não acho que seja totalmente verdade isso. Acho que a sabedoria está na convivência pacífica com os males que sofremos, e não no fim completo deles. Como disse alguém algum dia: “A felicidade está no caminho e não na chegada”. Acredito eu, que a saúde também esteja aí... no desenrolar da caminhada.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Poupe meu ego

Desde pequena, sempre tive problemas com elogios...
Sempre me soaram falsos, meio de lado, meio demagogos demais.
Depois de crescida, os meus maiores fracassos vieram através destes.
Por favor, não venha me dizer que sou isso ou aquilo, não gaste seu latim com meias verdades inventadas. Me poupe da sua falsa verdade acovardada, disfarçada em algumas palavras bonitas. Prefiro críticas a mentiras embelezadas.
Os elogios são a especialidade dos aduladores profissionais, aqueles que fazem de tudo pra conseguir algo em troca. E como o ser humano sucumbe a estas palavras! Como a vaidade, o ego, faz ficarmos cegos perante algumas palavrinhas bem posicionadas.
Ah! Mas quanta falsidade! A grande maioria das palavras ditas na forma de elogio, são simplesmente regurgitadas com segundas intenções, ou sem sentido algum pelo simples fato de falar alguma coisa. Queria um mundo de super sinceros, acho que esse só seria possível se todos usássemos telepatia. Imagina! Nunca esconder o que se está pensando... Mas, não! Temos que ser politicamente corretos! E será que isso implica em ferir alguém elogiando? Em mentiras bem contadas ao invés de verdades vomitadas. Mas penso eu, que mesmo com essa enorme nuvem de elogios em que vivemos, não dá pra escondermos a essência da verdade. Pra quem presta atenção, as atitudes falam mais do que mil palavras. Elas são a verdade pura e inegável.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Angina

Hoje acordei meio triste...
uma tristeza levinha, sem explicação.
Daquelas que nem incomodam muito,
mas nunca se vão.
O coração ontem doeu o dia todo.
Dor física mesmo,
e eu buscando informação.
Se é pra começar porque que termina?
Já ouvi isso em outra ocasião.
Não entendo essa sensação,
de "déjá vu" o tempo todo.
Eu tô na dúvida da anunciação,
ou do esquecimento.